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Como é feita a prevenção e o diagnóstico do câncer de bexiga

Estima-se que as chances de um homem ter câncer de bexiga é de 1 em cada 27, enquanto para as mulheres as chances são de 1 em cada 89. Em ambos os sexos, essa é considerada uma doença silenciosa, que apresenta sintomas já em estágios mais avançados.

Geralmente, aparecem um ou mais tumores pequenos e superficiais no revestimento interno da bexiga. Trata-se do carcinoma de células de transição, o tipo de câncer de bexiga mais comum e que, infelizmente, pode se disseminar através do revestimento do órgão e atingir a parede muscular, onde as chances de se espalhar pelo corpo são muito maiores

Como prevenir o câncer de bexiga

De maneira geral, a prevenção do câncer de bexiga é indireta, por meio da redução de fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença. 

Sem dúvidas um dos principais fatores de risco para o câncer de bexiga é o tabagismo, que costuma estar associado ao tumor em 50 a 70% dos casos

Isso porque as substâncias cancerígenas presentes no cigarro são absorvidas tanto pelos pulmões quanto pelo trato digestivo, e acabam parando na corrente sanguínea.

Depois de filtradas pelos rins, essas substâncias se acumulam na bexiga até serem eliminadas. A longo prazo, elas podem provocar alterações celulares causadoras de câncer. 

Determinados produtos químicos também estão associados ao câncer de bexiga, como aminas aromáticas, azocorantes, benzeno e benzidina, por exemplo. Elas são comumente utilizadas na indústria têxtil, então trabalhadores desta indústria, bem como pintores e maquinistas estão correndo riscos maiores de desenvolver a doença. Por isso, esses profissionais devem redobrar os cuidados e evitar combinar outros fatores de risco, como o tabagismo. 

Além disso, pessoas que bebem pouca água têm mais chances de desenvolver câncer de bexiga porque esvaziá-la frequentemente evita que substâncias causadoras de tumores permaneçam em contato com a mucosa por um tempo prolongado. 

Como é feito o diagnóstico do câncer de bexiga

A idade média de diagnóstico é entre os 60 e os 70 anos de idade e, geralmente, a queixa principal do paciente é a hematúria, ou seja, presença de sangue na urina.

Na maioria dos casos, esse sintoma é intermitente e sem dor, mas presente em toda micção, já que a dor costuma estar associada a tumores localmente avançados ou já em metástase. 

Em alguns casos, dores lombares podem ser causadas por obstrução da passagem da urina pelo tumor, e todos esses fatores podem ser avaliados pelo médico na anamnese, com exames físicos e de imagem. 

Os principais exames realizados são a urografia excretora, a urografia retrógrada e a tomografia computadorizada, mas também podemos utilizar a ressonância magnética e o ultrassom. 

A urografia excretora é uma espécie de radiografia do sistema urinário feita por meio da injeção de um contraste por via venosa. Essa substância passa pelos rins, ureteres e bexiga do paciente, delineando todo o sistema excretor e evidenciando um possível tumor.

A urografia retrógrada é parecida, mas nesse exame o contraste é inserido por meio da uretra do paciente até a bexiga. 

Por fim, a tomografia computadorizada do abdômen e pelve utiliza a radiação para podermos visualizar o tumor, determinando seu tamanho e localização. Além disso, é possível encontrar linfonodos aumentados, que podem ser indicadores de que a doença está se espalhando para outras regiões do corpo além da bexiga. 

De maneira geral, não é difícil diagnosticar o câncer de bexiga, mas, como falei anteriormente, essa é uma doença silenciosa, o que faz com que na maioria dos casos seja necessário remover o órgão para ter maiores chances de cura. 

A boa notícia é que, hoje, a cirurgia robótica oferece muita precisão e segurança para obter os melhores resultados com a cistectomia, cirurgia de remoção da bexiga. Esse é um procedimento muito complexo, realizado na delicada região da pelve, então ter a tecnologia como aliada faz toda a diferença

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