Da mesma forma que as mulheres, os homens também passam, com o processo de envelhecimento natural, por uma queda gradual na produção hormonal: a chamada andropausa.
Geralmente, essa redução dos hormônios sexuais masculinos costuma ocorrer em homens acima de 50 anos de idade, causando a queda na produção dos hormônios androgênicos, como a testosterona.
Inclusive, a fase costuma ser temida por muitos homens, tendo em vista que a testosterona participa também de processos metabólicos nos músculos, nos ossos, no sistema imunológico e no cérebro.
Mas quais os sinais de que você está na andropausa?
Continue a leitura para saber mais!
A andropausa
Estima-se que cerca de 20% do público masculino entre 60 e 70 anos de idade apresenta um quadro clínico de andropausa. Em alguns casos, o fenômeno pode acontecer de forma mais intensa, causando sintomas desagradáveis e piorando a qualidade de vida do sujeito.
Entre esses sintomas, é possível destacar a redução da massa muscular, efeitos na parte cognitiva, alterações de humor, disfunção erétil, perda da libido, aumento da gordura corporal e fadiga crônica.
Porém, grande parte das vezes, o processo ocorre de maneira lenta e sutil. Pensando nisso, o nome mais aceito para a andropausa é o Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), já que não acontece uma pausa completa, como na menopausa, nas mulheres.
A condição pode ser diagnosticada por meio da avaliação clínica, identificação dos sintomas relacionados e por meio das dosagens dos hormônios masculinos, principalmente a testosterona.
4 sinais da andropausa
Cada corpo é um corpo e reage de maneira diferente. É importante destacar que nem todo paciente vai apresentar os sintomas de andropausa ou mesmo sofrer com o declínio na produção de testosterona. Portanto, os sinais podem variar bastante.
Porém, os mais comuns são:
Perda da libido
Disfunção erétil e redução da fertilidade
Falta de energia e cansaço excessivo
Sentimentos de tristeza frequentes
Tratamento
A andropausa não está sujeita à prevenção já que é uma condição natural e irreversível da saúde masculina.
Mas, quando a condição não atrapalha a qualidade de vida do paciente de forma considerável, o ideal é adotar um estilo de vida mais saudável, realizando exercícios físicos com regularidade para evitar os sintomas mais sérios da andropausa.
Porém, em casos mais graves, é possível realizar tratamentos com o objetivo de aumentar os níveis de testosterona para estabilizar o organismo.
Basta procurar pelo médico urologista para uma avaliação personalizada, juntamente com o apoio de um endocrinologista para resultados mais assertivos.