Ressonância x Biópsia: qual o melhor exame para diagnosticar o câncer de próstata?

Diagnosticado a existência do câncer de próstata pelo exame de toque retal e o PSA, é preciso descobrir o grau de agressividade do tumor. Muito tem se falado sobre os riscos que envolvem a biópsia, remoção de um parte de tecido da glândula para análises laboratoriais e consequente classificação da doença. O exame é considerado extremamente invasivo, elevando a chance de dor, infecções e hemorragias no local.

Um estudo britânico revelou em janeiro deste ano que uma excelente alternativa à biópsia seria a ressonância magnética. Os pesquisadores avaliaram clinicamente 576 homens e concluíram que a ressonância garante o dobro de chances de detectar corretamente a gravidade do tumor. A pesquisa foi publicada na revista científica Lancet.

Segundo os dados, a biópsia só detectou 48% dos tumores agressivos, contra 93% da ressonância magnética. A ressonância também teve melhor resultado no reconhecimento de cânceres não agressivos. Esses tumores não apresentam crescimento e não apresentam risco ao paciente sendo não recomendado intervenções cirúrgicas para garantir uma melhor qualidade de vida.

Falta precisão na biópsia realizada hoje em dia porque a amostra de tecido é removida aleatoriamente, podendo não pertencer ao tumor. A cirurgia pode, na verdade, interferir negativamente na saúde do homem. Em alguns casos de biópsia, o paciente pode vir a sofrer de sepse, complicação potencialmente fatal de uma infecção. O estudo britânico revelou que 27% dos pacientes com suspeita de câncer poderiam evitar completamente a biópsia.

Segundo a instituição Cancer UK, o estudo é o “maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata em décadas, com o potencial de salvar muitas vidas”. Profissionais e estudiosos da área creem que o resultado do estudo pode interferir no futuro da prática médica no Reino Unido.

O Instituto Nacional de Excelência Clínica do Reino Unido já se movimenta no sentido de revisar a orientação de diagnóstico do câncer de próstata. Além disso, alguns hospitais começam a investir em equipamentos e treinamento de pessoal para oferecer a ressonância magnética.

 

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