A prostatectomia radical laparoscópica (PRL) é uma forma moderna de prostatectomia radical. Este é um tipo de cirurgia usado para remover a próstata e as vesículas seminais como uma opção de tratamento para o câncer de próstata e, em seguida, anexar a uretra diretamente à bexiga.
Contrastando com a forma original da cirurgia aberta, a prostatectomia radical laparoscópica não faz uma grande incisão. Em vez disso, este procedimento cirúrgico é minimamente invasivo e conta com tecnologias modernas, como a fibra ótica e a magnificação da imagem pela visão ampliada, para realizar a cirurgia de forma precisa.
A PRL é realizada sob anestesia geral (o paciente está dormindo) e leva aproximadamente três horas, em comparação com as 2-3 horas exigidas por uma técnica aberta com incisão. Depois disso, a maioria dos pacientes passa 1 a 2 noites no hospital antes de voltar para casa, diminuindo a média de 3 noites exigida por uma prostatectomia radical aberta. Homens submetidos a PRL terão um cateter (pequena sonda) passado através da uretra que irá permanecer no local durante aproximadamente uma semana. Devido à melhor visualização das estruturas, é realizada uma anastomose mais perfeita, com menor extravasamento de urina, permitindo a retirada mais precoce da sonda vesical. São várias as vantagens da LRP: menor índice de infecção, redução da dor pós-operatória e do sangramento, um menor período de hospitalização e um retorno mais rápido às atividades normais.

 

Radical Laparoscópica
Outro importante fator na prostatectomia por neoplasia de próstata são os resultados funcionais. O primeiro aspecto relaciona-se à continência urinária (perda involuntária de urina). Felizmente a sua ocorrência gira em torno de 3 a 5% dos casos; porém, logo após a retirada da sonda é normal o paciente apresentar um grau de incontinência transitória que varia de 1 a 3 meses. Outro importante fator a ser analisado é a potência sexual. A chance de ocorrer esta complicação é muito variável, pois vários fatores estão envolvidos na preservação da ereção, como o tamanho e a agressividade do tumor, a idade do paciente, as co-morbidades que este paciente apresenta no pré-operatório (ex.: hipertensão, diabetes, cardiopatia), fatores psicológicos, além da experiência do cirurgião que irá realizar este procedimento. Atualmente, a maioria dos pacientes potentes no pré-operatório, sem comorbidades significativas e com tumores iniciais permanecem potentes após 6 meses a 1ano da realização do procedimento.

Em certos homens, uma abordagem com preservação dos nervos pode ser utilizada. Os nervos que são poupados são os que suprem o tecido erétil no pênis. O objetivo da PRL é em primeiro lugar curar o homem do câncer de próstata, mas também maximizar os resultados funcionais após o tratamento. A literatura médica especializada nos mostra que com a preservação destes nervos existe uma taxa muito mais elevada de ereções espontâneas após a cirurgia e que o retorno à função urinária normal também é muito melhor.

Existe risco de conversão para prostatectomia radical aberta? 
Tal como com qualquer operação por video, a prostatectomia radical laparoscópica está associada a um risco de conversão para cirurgia aberta do câncer de próstata; no entanto, este risco é extremamente baixo.

Existe risco de complicações? 
Por se tratar de um procedimento de grande porte, outras complicações podem ocorrer; porém, estas complicações costumam ser infreqüentes em centros de excelência no tratamento do câncer de próstata.