CÂNCER: a importância da rede de apoio

CÂNCER: a importância da rede de apoio

Nesta segunda-feira, dia 21, morreu a modelo Nara Almeida, que lutava contra um câncer de estômago raro. Nara era também influenciadora digital: tinha mais de 4,4 milhões de seguidores no Instagram, onde compartilhava todos os dias, de forma transparente, seu tratamento contra a doença desde 2017.

No universo digital, Nara encontrou uma rede grande de apoio, que a ajudou a permanecer firme, ter esperanças e vontade de viver. Milhões de pessoas se mostraram solidárias ao drama da jovem, inclusive celebridades como as atrizes Larissa Manoela e Tatá Werneck, além do jogador Pato que se ofereceu para pagar um tratamento de imunoterapia.

Em uma de suas últimas postagens, em abril, ela aparecia na UTI, com o braço levantado em sinal de comemoração. Ela celebrava o início da fase da imunoterapia, que lhe daria outra chance de vida.

 

GRUPO DE TERAPIA

Nara criou, de forma online, uma espécie de grupo de terapia. Na internet, ela se sentia acolhida e fortalecida entre os seus. Esse tipo de apoio é parte fundamental do tratamento do câncer. Diversos estudos demonstram que o suporte é muito importante para o bem-estar dos pacientes. Ele ajuda a pessoa a lidar melhor com os procedimentos e os efeitos colaterais do tratamento, além de ter influência positiva até mesmo no prognóstico da doença.

Uma rede de apoio é como um reforço motivacional. Dá aquela energia extra para o indivíduo passar por mais uma sessão de quimioterapia ou fazer outro procedimento doloroso, mas necessário. Por meio dessa rede o paciente também expõe e aprende a administrar seus medos e ganhar confiança para valorizar as conquistas de cada etapa da terapia. Uma visão mais positiva de enfrentamento à doença traz benefícios reais no combate ao câncer.

 

CORRENTE DO BEM

Os tempos são outros e as pessoas hoje extrapolam os limites de suas casas, encontrando esse apoio também nas redes sociais. Quem não se lembra do ‘Careca TV’, o canal no YouTube criado em 2016 pela adolescente Lorena Reginato, de 13 anos, que tinha um tumor no cérebro? Seu vídeo de apresentação foi visto por 1 milhão de pessoas em apenas três dias.

Compartilhar suas narrativas na rede ajuda aos jovens, como Nara e Lorena, a assimilar melhor o momento difícil que estão passando — dá significado ao que eles enfrentam. E transformar-se em um exemplo público de força, traz um propósito de vida, transforma a existência desses pacientes.

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